“Government is essentially the negation of liberty.” — Ludwig von Mises (“O governo é essencialmente a negação da liberdade.”) “The institution of the state establishes a socially legitimized and sanctified channel for bad people to do bad things.” — Murray N. Rothbard (“A instituição do estado estabelece um canal legitimado e ungido para pessoas más fazerem coisas ruins.”) “[The state is] an institution run by gangs of murderers, plunderers, and thieves, surrounded by willing executioners, propagandists, sycophants, crooks, liars, clowns, charlatans, dupes, and useful idiots — an institution that dirties and taints everything it touches.” — Hans-Hermann Hoppe (“[O estado é] uma instituição conduzida por gangues de assassinos, saqueadores e ladrões, tendo à sua volta dispostos executores, propagandistas, patifes, vigaristas, mentirosos, palhaços, charlatões, imbecis e idiotas úteis — uma instituição que suja e macula tudo que toca.”) “Socialismo es todo sistema de agresión institucional contra el libre ejercicio de la acción humana o función empresarial.” — Jesús Huerta de Soto

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Precisamos de um real forte (Marcelo Werlang de Assis)


A administração atual, nas figuras de P. Guedes e R. Campos Neto, promove uma política de depreciar o real diante do dólar. A ideia subjacente: uma moeda fraca, com decrescente poder de compra, seria vantajosa para a economia brasileira.
O estado, porém, é apenas um monopolista territorial da coerção. Ele não produz riqueza; apenas a expropria, principalmente por meio da tributação e da inflação monetária.
O inflacionismo já foi praticado na história humana. Muitas vezes. E os resultados sempre foram catastróficos. A depreciação monetária — na forma de: degradação de moedas metálicas; emissão de cédulas e dígitos eletrônicos; expansão artificial de crédito — sempre causou a ruína econômica.
A moeda é somente um meio de troca; ela surgiu espontaneamente, no processo de mercado, como o produto de maior liquidez, capaz de afastar o problema do escambo. O estado, com o seu poder de coerção, usurpou para si a emissão dela.
O crescimento econômico verdadeiro — que traz nítido aumento no padrão de vida material da população — ocorre através do árduo processo de poupança (abstenção do consumo), investimento e acumulação de capital. Investimentos realmente produtivos são investimentos de longo prazo. O padrão de vida material se eleva com uma maior disponibilidade de bens de consumo, que é a consequência de existir uma estrutura produtiva maior e melhor. Isso tudo é extremamente debilitado por uma moeda fraca, com queda contínua no seu poder de compra.
Diante do dólar alto, os produtos importados (incluindo insumos, maquinário, peças de reposição, remédios, equipamentos médicos) encarecem, assim como combustíveis (petróleo e derivados), produtos primários (soja, trigo) e energia elétrica, gerando-se um efeito em cascata.
São pouquíssimos os beneficiados — e apenas no curto prazo — com uma moeda fraca. Por exemplo, exportadoras que não necessitam de insumos e bens de capital importados.
A economia brasileira precisa, acima de tudo, de moeda forte, cujo poder de compra aumente no decorrer do tempo. Se isso acontecesse, o padrão de vida material se elevaria. Um ótimo primeiro passo seria liberar a circulação irrestrita do dólar ao lado do real — com essa concorrência, o Banco Central teria de cuidar melhor da moeda que emite.
Diante da enorme encrenca em que P. Guedes e R. Campos Neto estão metendo o Brasil com a sua explícita política de real fraco, a administração atual cada vez mais perderá popularidade, e o PT poderá facilmente voltar ao poder em 2022. E desta vez o Partido dos Trabalhadores provavelmente não titubeará em implantar o socialismo total — cujos nefastos efeitos podem ser verificados na Venezuela, um país vizinho.