sábado, 8 de agosto de 2015

Imagens do Socialismo (Marcelo Werlang de Assis)

(Clique nas imagens para melhor visualização.)

 

  




 









  
  

 





 




Há um documentário chamado The Soviet Story, cuja direção é de Edvins Snore (aqui). Trata-se de um fantástico filme sobre a verdadeira realidade do socialismo (opressão, escravidão, fome, miséria e democídio).



“Era um sonho que encantava milhões de pessoas. Era uma visão que perseguia nações. Era o grande desejo da humanidade. Até o dia em que se tornou realidade.”
— Documentário The Soviet Story, de Edvins Snore



Abaixo, uma sequência extraída desse filme:



George Watson (historiador literário da Universidade de Cambridge): Eu não sei se muitas pessoas sabem. Mas só o socialismo defendeu publicamente o genocídio nos séculos XIX e XX. É um fato bastante desconhecido. E parece chocante se você mencioná-lo. Eu lecionei aqui e em outras universidades. E sempre houve um certo sentido de choque. Isso apareceu pela primeira vez em janeiro de 1849, no jornal de Marx, Nova Gazeta Renana. Engels escreveu sobre a guerra de classes, nos termos marxistas. Quando a revolução socialista acontecer, quando a guerra de classes ocorrer, haverá sociedades primitivas na Europa, dois estágios atrás na evolução histórica, pois nem capitalistas elas são. E Engels tinha em mente os bascos, os bretões, os escoceses, os sérvios. Ele os chamava de “lixo racial”. Esses povos teriam de ser destruídos, porque, estando dois estágios atrás na luta histórica, seria impossível trazê-los ao nível dos revolucionários.
Pierre Rigoulot (historiador e escritor francês): Ele falava mal do hungarianismo e da “imundície” dos povos eslavos. E ele pensava, ainda, que a Polônia não tinha razão de existir.
[Aparece agora esta citação:]

“As classes e as raças fracas demais para conduzir as novas condições de vida devem deixar de existir. (...) Elas devem perecer no holocausto revolucionário.”
Karl Marx (fonte: Marx People’s Paper, 16 de abril de 1856, Journal of the History of Idea, 1981)


George Watson: Marx foi o ancestral do modelo político de genocídio. Eu não conheço nenhum pensador europeu, em um período anterior a Marx e Engels, que tenha defendido publicamente um extermínio racial. Eu não consigo encontrar nada mais antigo. Presumo, então, que isso começou com eles.
Narrador: Os ensinamentos de Marx e Engels foram cuidadosamente estudados por Lênin, o homem que estabeleceu o primeiro país marxista do mundo. Um ano depois da morte de Lênin, em 1924, o New York Times publicou um pequeno artigo, o qual, naquela época, passou praticamente despercebido. O tema do artigo era um novo partido criado na Alemanha. “O Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, do qual Hitler é patrão e pai, persiste em acreditar que Lênin e Hitler podem ser comparados e contrastados.” Quem fala? Um certo Dr. Goebbels, que disse “que Lênin era o maior homem de todos, atrás apenas de Hitler, e que a diferença entre o comunismo e a fé de Hitler era muito pequena”. Incrível! O futuro Ministro da Propaganda nazista declarava abertamente que a diferença entre o comunismo e a fé de Hitler era muito pequena. Como nós vimos, isso não caiu muito bem com potenciais eleitores. Os nazistas, assim, mudaram as suas táticas. Os seus pôsteres antigos de campanha desapareceram aos poucos. Eles nunca mais enfatizaram publicamente as semelhanças com os comunistas. No círculo fechado, contudo, os nazistas e Hitler falavam mais abertamente.
George Watson: Hitler declarou que, por ler Marx, aprendera muito do marxismo; que todo o nacional-socialismo (nazismo) era baseado nele, sendo, porém, doutrinariamente melhor.
Vladimir Bukovsky (dissidente soviético): As pessoas continuam esquecendo que o regime nazista na Alemanha também era socialista. O partido era oficialmente chamado de Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães. É um ramo do socialismo. O socialismo soviético era internacional-socialista; o socialismo alemão era nacional-socialista. É a mesma coisa na realidade.


Abaixo, algumas citações de pensadores/filósofos que possuem relação com o socialismo:


“Nós não temos compaixão, nem pedimos de você compaixão alguma. Quando a nossa vez chegar, não hesitaremos em usar o terror.”
— Karl Marx e Friedrich Engels, “A supressão da Nova Gazeta Renana”, em Neue Rheinische Zeitung (data: 19 de maio de 1849) 


“Depois de atingirmos o poder, nós seremos considerados monstros, mas não nos importamos nem um pouco com isso.”
— Karl Marx e Friedrich Engels, edição soviética de 1929 dos escritos de Marx e Engels, vol. 25, p. 187 


“Na História, nada é conseguido sem violência e sem crueldade implacável.”
Friedrich Engels, em Neue Rheinische Zeitung (data: 15 de fevereiro de 1849)



“Só pelo mais determinado uso do terror contra esses povos eslavos nós podemos, em conjunto com os polacos e os húngaros, salvaguardar a revolução. (...) Em seguida, haverá uma luta, uma ‘implacável luta de vida e morte’ contra os eslavos que traírem a revolução; uma luta aniquiladora e o mais resoluto terrorismo não no interesse da Alemanha, mas no interesse da revolução!”

Friedrich Engels, “Pan-Eslavismo Democrático”, em Neue Rheinische Zeitung (data: 15 de fevereiro de 1849) 


“A revolução é, sem dúvida alguma, a coisa mais autoritária que existe; trata-se de um ato pelo qual uma parte da população impõe a sua vontade à outra parte através de fuzis, baionetas e canhões, os quais são meios notadamente autoritários. E o partido vitorioso deve manter o seu governo por meio do terror que as suas armas instilam nos reacionários.”

Friedrich Engels, “Controvérsias com os Anarquistas”, em 1873 


“Longe de haver oposição aos assim chamados excessos como a entrega, à vingança popular, de pessoas odiadas ou de edifícios públicos associados a memórias detestáveis , tais feitos e realizações devem não apenas ser tolerados, mas também, pelo propósito do exemplo, ser controlados e dirigidos por nós. (...) Desde o primeiro momento da vitória, devemos deixar de orientar a nossa desconfiança contra o inimigo reacionário derrotado, passando a direcioná-la contra os nossos antigos aliados.”

Karl Marx, Discurso à Liga Comunista, março de 1850 (citado no livro A Handbook of Marxism, editado por E. Burns, 1935, pp. 66–68) 


“Bem, então, para efetuar os princípios do socialismo, os seus fiéis defendem o assassinato e o derramamento de sangue?”
“Não há grande movimento”, respondeu Karl [Marx], “que tenha sido inaugurado sem derramamento de sangue.”
Entrevista do jornal Chicago Tribune com Karl Marx (data: 05 de janeiro de 1879) 

“Não há gente mais burra do que estes trabalhadores. (...) Olhe para os nossos ‘artesãos’; é triste que a história mundial deva ser feita com essas pessoas.”
Karl Marx, em carta a Adolf Cluss (data: 20 de julho de 1852) 

“O marxismo é uma doutrina revolucionária. Ele declara expressamente que o objetivo da máquina motriz será realizado por meio da guerra civil. (...) A liquidação de todos os dissidentes estabelecerá a supremacia indiscutível dos eternos valores absolutos. Essa fórmula para a solução dos conflitos de julgamentos de valor certamente não é nada nova. Trata-se de um instrumento conhecido e utilizado desde tempos imemoriais. Matem os infiéis! Queimem os hereges! O que é novidade é apenas o fato de que hoje isso é mostrado ao público sob o rótulo de ‘ciência’.”
— Ludwig von Mises 

“Dentro do marxismo, não há lugar para o pensamento livre.”
— Ludwig von Mises 

Marx e Engels jamais tentaram refutar os seus oponentes com argumentos. Eles os insultaram, ridicularizaram, escarneceram, difamaram e caluniaram; e no uso desses métodos os seus seguidores não são menos espertos. A sua polêmica nunca é direcionada contra o argumento do oponente, mas sempre contra a pessoa dele.”
— Ludwig von Mises 

“O papel da violência nos surge como singularmente grande na história, contanto que seja a expressão brutal e violenta da luta de classes. Nada se faz a não ser pela violência.”
Georges Sorel, no seu livro Greve Geral Política 

Sobre o nobre cavalheiro que é o autor da última citação do conjunto acima, transcrevo três trechos de Ludwig von Mises: 

(1)
Muitos autores exaltam a guerra, a revolução, o derramamento de sangue e a conquista. Carlyle e Ruskin, Nietzsche, Georges Sorel e Spengler foram os arautos das ideias que Lênin e Stálin, Hitler e Mussolini puseram em prática.
(Ludwig Heinrich Edler von Mises, Ação Humana — Um Tratado de Economia, cap. 23) 

(2)
O sindicalismo, para os seguidores de Georges Sorel, é uma excelente tática revolucionária a que se recorre para se conseguir a implantação do socialismo. Os sindicatos, pensam eles, não deveriam desperdiçar os seus esforços procurando melhorar a situação dos assalariados no contexto de uma ordem capitalista. Deveriam partir para a ação direta, para uma ação violenta e firme no sentido de destruir todo o sistema capitalista. Não deveriam renunciar à luta no verdadeiro, literal e exato sentido do termo para atingir o seu objetivo final, o socialismo. O proletariado não deve deixar-se enganar por conceitos ilusórios da burguesia, tais como liberdade, democracia e governo representativo. Devem buscar a salvação na luta de classes, na convulsão social violenta e na impiedosa aniquilação da burguesia.
Essa doutrina representou e ainda representa um papel preponderante na atividade política moderna. Ela está subjacente nas ideias que sustentam o bolchevismo russo, o fascismo italiano e o nazismo alemão.
(Ludwig Heinrich Edler von Mises, Ação Humana — Um Tratado de Economia, cap. 33)

(3)
A ideologia mais perniciosa dos últimos sessenta anos foi o sindicalismo de George Sorel — o seu entusiasmo pela action directe. Gerada por um frustrado intelectual francês, logo cativou os literatos de todos os países europeus. Foi fator de grande importância na radicalização de todos os movimentos subversivos. Influenciou o monarquismo francês, o militarismo e o antissemitismo. Desempenhou um papel importante na evolução do bolchevismo russo e do fascismo italiano, bem como no movimento alemão de jovens que finalmente resultou no nazismo. Transformou partidos políticos desejosos de vencer através de campanhas eleitorais em facções que acreditavam na organização de grupos armados. Conduziu ao descrédito o governo representativo e a “segurança burguesa”, preconizando tanto a guerra civil quanto a guerra com outros países. O seu principal slogan era: violência e mais violência. O atual estado de coisas na Europa é, em grande parte, resultado da influência dos ensinamentos de Sorel.
Os intelectuais foram os primeiros a aclamar as ideias sorelistas; eles as tornaram populares. O teor do sorelismo, porém, era obviamente anti-intelectual. Era o oposto do raciocínio ponderado e da discussão sensata. O que conta para Sorel é exclusivamente a ação — isto é, o ato de violência por amor à violência. Lutar por um mito, fosse qual fosse o seu sentido, era o seu lema. “Se você se situa no campo dos mitos, ficará a salvo de qualquer tipo de contestação crítica.” (Sorel, Reflexions sur la violence, 3ª edição, Paris, 1912, p. 49) Que filosofia maravilhosa, destruir por amor à destruição! Não fale, não pense, mate! Sorel despreza o “esforço intelectual” até mesmo dos campeões literários da revolução. O objetivo essencial do mito é “preparar as pessoas para lutarem pela destruição do que existe” (loc. cit., p. 46).
Não obstante, a culpa pela propagação dessa pseudofilosofia destruidora não cabe a Sorel, nem aos seus discípulos Lênin, Mussolini e Rosenberg, nem aos bandos de literatos e artistas irresponsáveis. O desastre teve origem porque, por muitas décadas, quase ninguém se aventurou a examiná-la criticamente ou a acionar a consciência dos bandidos fanáticos. Até os autores que se abstiveram de endossar de maneira franca as ideias da violência temerária estavam ansiosos por encontrar uma interpretação simpática para os piores excessos dos ditadores. As primeiras objeções tímidas só apareceram quando — na verdade, muito tarde — os cúmplices intelectuais dessas políticas começaram a perceber que nem mesmo o apoio entusiasta à ideologia totalitária os eximia da tortura e da morte.
(Ludwig Heinrich Edler von Mises, A Mentalidade Anticapitalista, cap. 5)



Até mesmo o eminente físico Albert Einstein — que estava nos Estados Unidos da América em 1933 e decidiu não voltar para o seu país natal, a Alemanha, em razão do nazismo — defendeu o socialismo: 

“A anarquia econômica da sociedade capitalista como existe atualmente é, em minha opinião, a verdadeira origem do mal. (...)
A produção é feita para o lucro e não para o uso. Não há nenhuma disposição em que todos aqueles que possam e queiram trabalhar estejam sempre em posição de encontrar emprego; existe quase sempre um exército de desempregados. O trabalhador está constantemente com medo de perder o seu emprego. Uma vez que os desempregados e os trabalhadores mal pagos não fornecem um mercado rentável, a produção de bens de consumo é restrita e tem como consequência a miséria. O progresso tecnológico resulta frequentemente em mais desemprego e não no alívio do fardo da carga de trabalho para todos. O propósito do lucro, em conjunto com a concorrência entre capitalistas, é responsável por uma instabilidade na acumulação e na utilização do capital, a qual conduz a depressões cada vez mais graves. A concorrência sem limites conduz a um enorme desperdício do trabalho, bem como a esse enfraquecimento da consciência social dos indivíduos que mencionei anteriormente. (...)
Estou convencido de que só há uma forma de eliminar esses sérios males, nomeadamente através da constituição de uma economia socialista, acompanhada por um sistema educativo orientado para objetivos sociais. Nessa economia, os meios de produção são apropriados pela própria sociedade e são utilizados de forma planejada. Uma economia planejada, que realize a adequação da produção às necessidades da comunidade, distribuiria o trabalho a ser feito entre aqueles que podem trabalhar e garantiria o sustento a todos os homens, a todas as mulheres e a todas as crianças. A educação do indivíduo, além de promover as suas próprias capacidades inatas, tentaria desenvolver nele um sentido de responsabilidade pelo seu semelhante em vez da glorificação do poder e do sucesso em nossa atual sociedade.
Albert Einstein, “Por Que o Socialismo?”, periódico Monthly Review, maio de 1949 


Dois dos maiores pensadores socialistas que antecederam Karl Marx são Platão e Thomas More. Abaixo, algumas citações:

“O maior de todos os princípios é o de que ninguém, homem ou mulher, deve prescindir de um líder. Nem deverá a mente de um indivíduo habituar-se a deixá-lo fazer qualquer coisa — nem por iniciativa própria, nem por zelo, nem mesmo por prazer. Tanto na guerra quanto na paz, ao seu líder ele deve direcionar os seus olhos e segui-lo fielmente. E até mesmo nos assuntos mais ínfimos ele deve se sujeitar a alguma liderança. Por exemplo, ele deve se levantar, se mover, se lavar ou se alimentar (...) somente se tiver recebido ordens para tal. (...) Em suma, ele deverá ensinar a sua alma, por meio do hábito e da prática reiterada, a nunca sonhar agir de forma independente. Com efeito, deve ensiná-la a se tornar totalmente incapaz disso.”
— Platão 

“Platão fundamentou a sua utopia na esperança de que um pequeno grupo de filósofos perfeitamente sábios e moralmente impecáveis estará disponível para exercer o supremo controle das coisas.”
— Ludwig von Mises 

“Platão ansiava encontrar um tirano que utilizaria o seu poder para materializar o estado ideal platônico. A questão de que as demais pessoas aceitariam ou não o que ele próprio lhes reservara jamais ocorreu a Platão.”
— Ludwig von Mises 

“A propriedade privada é a essência das mazelas do homem, que deveria subordinar os interesses individuais aos coletivos.”
Thomas More 

“Onde a propriedade for um direito individual, onde todas as coisas se medirem pelo dinheiro, jamais será possível concretizar a justiça e a prosperidade social.”
Thomas More 

“O único meio de distribuir os bens com igualdade e justiça e de fazer a felicidade do gênero humano é a abolição da propriedade. Enquanto o direito de propriedade for o fundamento do edifício social, a parte mais numerosa e mais estimável da sociedade somente sofrerá com misérias, tormentos e desesperos.”
Thomas More 

 “Se você não deseja o paraíso, você não é humano; e, se você não é humano, você não possui alma.”
Thomas More 

“A característica mais marcante de todos os planos utopistas desde aquele de Platão até o de Marx é a rígida petrificação de todas as condições humanas. Uma vez que o ‘perfeito’ estado de coisas é alcançado, nenhuma mudança poderá ser tolerada.”
Ludwig von Mises

Reproduzo agora alguns excertos do Programa de 25 Pontos do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, cuja data de publicação é 24 de fevereiro de 1920. 


“Nós exigimos que o estado se encarregue especialmente de garantir que todos os cidadãos tenham a possibilidade de viver decentemente e recebam um sustento.”

“O primeiro dever de todo cidadão é trabalhar, física ou mentalmente. Nenhum indivíduo fará qualquer trabalho que atente contra o interesse da comunidade, para o benefício de todos.”


“Que toda renda não merecida e toda renda que não provenha do trabalho sejam abolidas.”


“Nós exigimos a nacionalização de todos os grupos investidores.”


“Nós exigimos participação dos lucros em grandes indústrias.”

“Nós exigimos um aumento generoso em pensões para as pessoas com idade avançada.”
“Nós exigimos a criação e a manutenção de uma classe média sadia e a imediata socialização de grandes depósitos, os quais serão vendidos a baixo custo para os pequenos varejistas; e a consideração mais forte deve ser dada para assegurar que os pequenos vendedores entreguem os suprimentos necessários aos estados, às províncias e às municipalidades.”
“Nós exigimos uma reforma agrária de acordo com as nossas necessidades nacionais; a oficialização de uma lei para expropriar os proprietários, sem compensação, de quaisquer terras necessárias para o propósito comum; a abolição de arrendamentos de terra; e a proibição de toda especulação no setor fundiário.”
“Nós exigimos que uma guerra brutal e sem misericórdia seja travada contra aqueles que trabalham e agem para o prejuízo do bem-estar comum. Traidores, usurários, aproveitadores — entre outros — serão punidos com a morte, independentemente de credo ou raça.”
“A fim de tornar possível, para todos os alemães capazes e industriosos, a obtenção de uma educação mais elevada — e, assim, a oportunidade de alcançar posições de liderança —, o estado deve assumir a responsabilidade de organizar de forma completa todo o sistema cultural do povo. Os currículos de todos os estabelecimentos educacionais serão adaptados à vida prática.”
“O estado tem o dever de ajudar a elevar o padrão nacional de saúde fornecendo centros de bem-estar maternal; proibindo o trabalho infantil; aumentando a aptidão física através da introdução de jogos compulsórios e ginástica; e encorajando da melhor maneira possível as associações relacionadas com a educação física dos jovens.”
“O partido, como tal, defende o ponto de vista de um cristianismo positivo, sem todavia se aproximar de um credo particular. Ele combate o espírito judaico/materialista tanto internamente quanto externamente; e está convencido de que a recuperação duradoura do nosso povo somente pode ser obtida a partir de dentro e com base no seguinte princípio: o interesse geral sobrepõe-se ao interesse privado; o bem comum vem antes do bem particular.”
“A fim de executar este programa, nós exigimos a criação de uma autoridade central forte no estado; a autoridade incondicional no parlamento político central de todo o estado e todas as suas organizações.” 

Aqui, quatro citações do próprio Adolf Hitler: 

“Nós somos socialistas; nós somos inimigos do sistema econômico capitalista atual, com a sua exploração dos economicamente fracos, com os seus salários injustos, com a sua ultrajante avaliação de um ser humano conforme a sua riqueza e a sua propriedade em vez de conforme a sua responsabilidade e o seu comportamento; e nós estamos determinados a destruir esse sistema, custe o que custar.”
— Adolf Hitler, em discurso proferido em 1º de maio de 1927, durante as comemorações do Dia do Trabalho, citado por John Toland em Adolf Hitler — The Definitive Biography (Editora Doubleday, New York, 1976, p. 306) 

“Eu não sou apenas o vencedor do marxismo. Se é despojado dessa doutrina o seu dogmatismo judaico/talmúdico, obtendo-se dela apenas o seu objetivo final — o seu conteúdo que é correto e justo —, então eu sou o realizador do marxismo.”
— Adolf Hitler, citado por Hermann Rauschning em Hitler m’a dit (Editora Coopération, Paris, 1939, p. 211) 

O que significa ainda a propriedade? E o que ainda significam as rendas? Para que nós precisamos socializar os bancos e as fábricas? Nós já socializamos os homens.”
— Adolf Hitler, citado por Hermann Rauschning em Hitler m’a dit (Editora Coopération, Paris, 1939, pp. 218–219) 

“Eu aprendi muito do marxismo. E eu não sonho esconder isso. (...) O que me interessou e me instruiu nos marxistas foram os seus métodos. (...) Todo o Nacional-Socialismo [Nazismo] está contido dentro. (...) O Nacional-Socialismo é aquilo que o marxismo poderia ter sido se ele fosse libertado dos entraves estúpidos e artificiais de uma pretensa ordem democrática.”
Adolf Hitler, citado por Hermann Rauschning em Hitler m’a dit (Editora Coopération, Paris, 1939, pp. 211–212)


A seguir, duas citações de Marx em que a maior referência intelectual do socialismo escancara o seu antissemitismo, associando o capitalismo — o qual, em razão da (errônea) teoria da “mais-valia”, foi definido como tirania sobre o proletariado praticada pelos burgueses exploradores — com os judeus: 

“Qual é a base profana do judaísmo? A necessidade prática, o interesse pessoal. Qual é o culto mundano do judeu? A usura. Qual é o seu deus mundano? O dinheiro. Muito bem! Ao libertar-se da usura e do dinheiro — e, portanto, do judaísmo real e prático —, a nossa época conquistará a sua plena emancipação. (...) O deus da necessidade prática e do interesse pessoal é o dinheiro. O dinheiro é o ciumento deus de Israel, a cujo lado nenhuma outra divindade pode existir. O dinheiro rebaixa todos os deuses do homem e os transforma em mercadoria. (...) O deus dos judeus foi secularizado e tornou-se o deus deste mundo. A letra de câmbio é o verdadeiro deus dos judeus. O seu deus é apenas a ilusória letra de câmbio. A percepção que se obteve da natureza, sob o império da propriedade privada e do dinheiro, é o desprezo real pela natureza, bem como a degradação prática dela; na religião judaica, a natureza, sim, de fato existe, mas a existência dela só ocorre na imaginação. (...) O que se contém de forma abstrata na religião judaica o desprezo pela teoria, pela arte, pela história e pelo homem como fim em si mesmo é o ponto de vista real e consciente do homem de dinheiro, bem como a sua virtude. (...) A nacionalidade quimérica do judeu é a nacionalidade do negociante e, acima de tudo, do financeiro. Sem base ou razão. A lei do judeu não passa de uma caricatura religiosa.”
Karl Marx, no seu escrito Sobre a Questão Judaica (no original em alemão, o título é Zur Judenfrage), publicado pela primeira vez em 1844 

“Assim vemos que todo tirano é apoiado por um judeu.”
Karl Marx, “O Empréstimo Russo”, publicado no jornal New York Daily Tribune (data: 04 de janeiro de 1856)


Carl Schmitt, um jurista alemão simpatizante do nazismo — e um grande ídolo do mundo jurídico, que o reputa como um dos maiores justeóricos da humanidade —, disse o absurdo abaixo, o qual, por ter sido proferido por um eminente intelectual, foi prontamente aceito ou, pelo menos, não foi seriamente criticado.

“Nem todo ser humano com cara de humano é humano.” — Carl Schmitt

 
Os nazistas, na sua caracterização dos “inferiores” e dos “superiores”, incorreram na prática do polilogismo, que nada mais é do que a negação do fato de que a razão — os processos mentais lógicos — apresenta-se a mesma, de forma uniforme, em todos os seres humanos. O polilogismo assevera que existe uma “lógica diferente” para cada grupo de pessoas (classe, casta, etnia). O marxismo, na sua divisão entre a “burguesia” e o “proletariado”, adornou o polilogismo com um verniz “científico”, abrindo o caminho para as concepções racistas do nazismo.


O socialismo dos nazistas era “camuflado”. George Reisman, no seu artigo Por Que o Nazismo Era Socialismo e Por Que o Socialismo É Totalitário, nos dá mais informações:



A caracterização da Alemanha Nazista como um estado socialista foi uma das grandes contribuições de Ludwig von Mises.

Quando nos recordamos de que a palavra “Nazi” era uma abreviatura de der Nationalsozialistische Deutsche Arbeiters Partei o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães —, a caracterização de Mises pode não parecer tão notável. O que se poderia esperar do sistema econômico de um país comandado por um partido com “socialista” no nome além de ser socialista?

Não obstante, além de Mises e dos seus leitores, praticamente ninguém pensa na Alemanha Nazista como um estado socialista. É muito mais comum que as pessoas acreditem que ela representou uma forma de capitalismo, aquilo que comunistas e marxistas em geral têm alegado.

A base do argumento de que a Alemanha Nazista era capitalista é o fato de que a maioria das indústrias foram aparentemente deixadas em mãos privadas.

O que Mises identificou foi que a propriedade privada dos meios de produção existia apenas nominalmente sob o regime nazista; o verdadeiro conteúdo da propriedade dos meios de produção residia no governo alemão. Pois era o governo alemão — e não o proprietário privado nominal — quem decidia o que deveria ser produzido, em qual quantidade, por quais métodos e a quem seria distribuído, bem como quais preços seriam cobrados, quais salários seriam pagos e quais dividendos ou outras rendas seriam permitidos ao proprietário privado nominal receber. A posição do que se alega terem sido proprietários privados era reduzida essencialmente à função de pensionistas do governo, como Mises demonstrou.

A propriedade governamental “de fato” dos meios de produção, como Mises definiu, era uma consequência lógica de princípios coletivistas fundamentais adotados pelos nazistas, como o de que o bem comum vem antes do bem privado e o de que o indivíduo existe como meio para os fins do estado. Se o indivíduo é um meio para os fins do estado, então, é claro, ele também é propriedade sua. Do mesmo modo como ele pertence ao estado, a sua propriedade também lhe pertence.

“O governo diz aos supostos empreendedores o que e como produzir, a quais preços e de quem comprar, a quais preços e a quem vender. (...) A autoridade, não os consumidores, direciona a produção; todos os cidadãos nada mais são do que funcionários públicos. Isso é socialismo com a aparência externa de capitalismo.”
Ludwig von Mises


“Tácito nos informa que as tribos germânicas da sua época consideravam vergonhoso e deselegante adquirir pelo suor o que poderia ser conquistado pelo derramamento de sangue. Esse é também o primeiro princípio moral dos nazistas. Eles desprezam os indivíduos e as nações desejosos de obter lucros servindo outras pessoas; de acordo com o seu ponto de vista, o roubo é o meio mais nobre de obter o sustento.”


Ludwig von Mises 

Sobre o fascismo italiano:

“Fiz a apologia da violência durante quase toda a minha vida.”
Benito Mussolini, na sua obra Il Nuovo Stato Unitario Italiano (de 1927), p. 84, citado por Octavio de Faria em Maquiavel e o Brasil
                          
Abaixo, mais citações de Mussolini:
“Um homem se torna um homem apenas em virtude da sua contribuição à família, à sociedade e à nação.”

“Como um anti-individualista, acredito numa concepção de vida que destaca a importância do estado e aceita o indivíduo apenas quando os seus interesses coincidem com os do estado.”

“O estado deve abranger tudo: fora dele, valores espirituais ou humanos têm pouco valor.”

“O estado deve ser não apenas um criador de leis e instituições, mas também um educador e um provedor de vida espiritual. Ele deve ter como objetivo reformular não apenas a vida, mas também o seu conteúdo — o homem, a sua personalidade, a sua fé.”

“O estado deve educar os cidadãos à civilidade, torná-los conscientes da sua missão social, exortá-los à união; ele deve harmonizar interesses divergentes, transmitir às futuras gerações as conquistas da mente e da ciência, da arte, da lei e da solidariedade humana.”



No seu artigo O Verdadeiro Che Guevara, Humberto Fontova desmitifica o revolucionário argentino, mostrando que ele foi tão-somente um psicopata responsável pelo assassinato de milhares de pessoas inocentes. Transcrevo um pequeno trecho: 


Com apenas uma semana no poder, Che já havia abolido o habeas corpus. Além de afirmar que evidências judiciais eram detalhes burgueses arcaicos, ele complementava garbosamente dizendo que “executamos por convicção revolucionária!”. Edwin Tetlow, correspondente do Daily Telegraph londrino em Havana, deu um relato sobre um “julgamento” em massa orquestrado por Che em que as sentenças de morte já estavam postadas em um quadro antes de o julgamento começar.


Ele assinava o seu nome como “Stálin II”, professava que “as soluções para o mundo estão atrás da Cortina de Ferro” e dizia confiantemente que, “se os mísseis nucleares tivessem permanecido em Cuba, teríamos disparado contra o coração dos EUA, incluindo Nova York”. Ele também afirmava que, pela vitória do socialismo, era válido ter “milhões de vítimas atômicas”.


Imediatamente após marchar vitorioso em Havana, Guevara saqueou e depois se mudou para aquela que era provavelmente a mansão mais luxuosa de Cuba. O proprietário dela havia conseguido fugir do país após ser caçado por um pelotão de fuzilamento, e o repórter que escreveu sobre a nova casa de Che em um jornal cubano foi ameaçado de morte por fuzilamento. Um ano depois, milhares de cubanos foram mandados para campos de trabalhos forçados sob as ordens de Che, tudo baseado no seu desejo de moldar “um novo homem”. 

“Para mandar homens ao pelotão de fuzilamento, não é necessária nenhuma prova judicial. (...) Esses procedimentos são detalhes burgueses arcaicos. Isto é uma revolução! E um revolucionário precisa se tornar uma máquina assassina brutal, motivada por puro ódio! Precisamos criar a pedagogia do paredón!”
— Ernesto “Che” Guevara 

“Até agora os camponeses não foram mobilizados, mas, através do terrorismo e da intimidação, nós os conquistaremos.”
— Ernesto “Che” Guevara 

“A ação mais positiva e forte, independentemente de qualquer ideologia, é um tiro bem dado, no momento certo, em quem merece.” 
— Ernesto “Che” Guevara 

“É muito triste não ter amigos, mas é ainda mais triste não ter inimigos.”
— Ernesto “Che” Guevara 

“Eu não sou o Cristo ou um filantropo, minha velha senhora, eu sou totalmente o contrário de um Cristo. (...) Eu luto pelas coisas em que acredito, com todas as armas à minha disposição; e tento deixar o outro homem morto, de modo que eu não seja pregado numa cruz ou qualquer outro lugar.”
— Ernesto “Che” Guevara 

“[Os jovens] devem pensar como massa e atuar com as iniciativas que nos oferece a classe trabalhadora e com as iniciativas dos nossos dirigentes supremos.”
— Ernesto “Che” Guevara, em um discurso de 1962 publicado no seu livro Textos Políticos (Global, 2009, p. 34) 

“[Os jovens] devem aprender a pensar e a agir como uma massa única.”
— Ernesto “Che” Guevara
                                                                                 
“A juventude deve abster-se de questionar de modo ingrato as ordens governamentais. Em vez disso, ela deve se dedicar completamente aos estudos [marxistas], ao trabalho [para o governo] e ao serviço militar [para matar os desobedientes].” “[E ai daqueles jovens] que ficarem acordados até tarde da noite e chegarem atrasados para o trabalho [forçado pelo governo].” 
— Ernesto “Che” Guevara 

 “Jurei ante um retrato do velho camarada Stálin não descansar até ver aniquilados estes polvos capitalistas.”
— Ernesto “Che” Guevara, citado por Pedro Corzo em Cuba: perfiles del poder (Ediciones Memórias, 2007, p. 198) 

“O ódio como fator de luta, o ódio intransigente ao inimigo, que impulsiona para além das limitações naturais do ser humano e o converte em uma efetiva, violenta, seletiva e fria máquina de matar. Os nossos soldados têm de ser assim; um povo sem ódio não pode triunfar sobre um inimigo brutal.”
 — Ernesto “Che” Guevara, na revista cubana Tricontinental (maio de 1967) 

“Há que levar a guerra até onde o inimigo a leve: à sua casa, aos seus lugares de diversão, torná-la total. Há que impedi-lo de ter um minuto de tranquilidade, de ter um minuto de sossego fora dos quartéis e até mesmo dentro deles: atacá-lo onde quer que se encontre; fazê-lo sentir-se uma fera acossada onde quer que esteja.”
— Ernesto “Che” Guevara, no seu livro Textos Políticos (Global, 2009, p. 82) 

“Para construir o comunismo, tem de se fazer o homem novo.”
— Ernesto “Che” Guevara, no seu livro Textos Políticos (Global, 2009, p. 60) 

“Não preciso de provas para executar um homem; preciso apenas de provas acerca da necessidade de executá-lo.”
— Ernesto “Che” Guevara, no livro ¡Yo Soy El Che!, de Luis Ortega (México: Monroy Padilla, 1970, p. 179) 

“Estou aqui nas montanhas de Cuba sedento por sangue.”
— Ernesto “Che” Guevara, em carta para a sua esposa, Hilda Gadea, em janeiro de 1957

Mais um trecho do artigo O Verdadeiro Che Guevara, de Fontova: 

Após chegar a Havana em janeiro de 1959, Che Guevara imediatamente percebeu que o fosso ao redor da fortaleza La Cabaña era uma cova perfeita para jogar os seus executados. Em Babi-Yar, na cidade de Kiev, a SS de Hitler teve de cavar as suas fossas. Em La Cabaña, Che Guevara havia encontrado uma já pronta.
Em 1961, um garoto de vinte anos chamado Tony Chao Flores, utilizando muletas e mancando pesadamente, chegou ao local onde seria executado. Ele já havia tomado 17 tiros de metralhadoras tchecas quando os capangas de Fidel e Che o capturaram. No caminho para esse seu local de execução, que ficava na velha fortaleza espanhola transformada em prisão e em centro de execução por Che Guevara, Tony foi forçado a descer mancando, sem quaisquer condições físicas e com apenas a utilização de muletas, uma longa escada feita de pedras esquadradas. Tony tropeçou, caiu e rolou a longa escadaria, até finalmente chegar ao chão, debatendo-se e gritando de dor. Uma das pernas de Tony, completamente baleada por metralhadoras, havia sido amputada; a outra estava gangrenada e coberta de pus. Os guardas fidelistas, gargalhando, foram na direção de Tony para amordaçá-lo, para que ele parasse de gritar.
Enquanto eles se aproximavam, Tony cerrou o punho da única mão que ainda estava boa. Quando o primeiro vermelho se aproximou dele, “BASH!” — Tony deu-lhe um soco bem no olho.
“Nunca consegui entender como Tony conseguiu sobreviver àquela surra”, disse Hiram Gonzalez, testemunha e antigo prisioneiro político, que observou a cena toda da sua cela na prisão de La Cabaña. O aleijado Tony quase foi morto no espancamento que se originou a seguir, que envolveu chutes, socos e golpes de arma. Até que finalmente os seus agressores se levantaram ofegantes, esfregando os seus arranhões e machucados. Eles haviam conseguido amordaçar a boca do garoto, mas Tony conseguiu empurrar os guardas antes que eles conseguissem amarrar as suas mãos. O comandante Guevara ordenou que os seus capangas se mantivessem afastados de Tony, ainda no chão e com a boca amordaçada.
Tony começou a rastejar em direção ao já estilhaçado e ensanguentado poste de execução, que estava a uns 45 metros de distância. Ele se arrastou lentamente, utilizando as suas mãos, enquanto o toco do que restou da sua perna ia deixando um rastro de sangue na grama. Quando chegou perto do poste, ele parou, virou-se para os seus executores e começou a bater no próprio peito. Os capangas ficaram perplexos. O garoto aleijado estava tentando dizer alguma coisa. Mas a sua mensagem estava abafada pela mordaça que o ídolo de Benicio del Toro havia tornado obrigatória para as suas milhares de vítimas.
A expressão de dor e os olhos brilhantes de Tony diziam tudo. Mas ninguém conseguia entender os murmúrios do garoto. Tony continuava batendo no peito, fechando os seus olhos com força por causa da dor intensa oriunda do seu esforço. Os seus executores ficaram nervosos, sem saber o que fazer. Levantaram e abaixaram os seus rifles seguidas vezes. Olharam para o seu comandante, que deu de ombros. Finalmente, Tony levou a mão à sua face e arrancou a mordaça que o garoto propaganda de Del Toro havia mandado colocar nele.
A voz do guerreiro de 20 anos saiu num grito forte: “Atire BEM AQUI!”, urrou Tony para os seus boquiabertos carrascos. A sua voz foi um estrondo, e a sua cabeça se inclinou para trás em consequência do esforço. ”Bem aqui no PEITO!”, gritou Tony. ”Como um HOMEM!”. Tony rasgou a sua blusa, bateu no seu peito e, com uma forte expressão de dor, gritou para os seus embasbacados executores: “Bem AQUI!”.
No seu último dia de vida, quando estava na prisão, Tony recebeu uma carta da sua mãe: “Meu querido filho, quantas vezes eu lhe falara para não se envolver com essas coisas... Mas eu sabia que as minhas súplicas eram em vão. Você sempre lutou pela sua liberdade, Tony, mesmo quando ainda era uma criança. Portanto, eu sabia que você jamais toleraria o comunismo. Castro e Che enfim pegaram você. Meu filho, amo você do fundo do meu coração. A minha vida agora está em pedaços e nunca mais será a mesma. A única coisa que resta agora, Tony, é morrer como um homem.”
“FUEGO!!!”, gritou Che. As balas despedaçaram o corpo mutilado de Tony, logo após ele ter chegado ao poste, erguendo-se por conta própria e encarando resolutamente os seus assassinos. Mas o pelotão de fuzilamento de Che estava acostumado a matar pessoas que estavam de pé. Por estar sem uma perna, Tony era um alvo mais difícil. Assim, boa parte da saraivada de balas não acertou o jovem. Ainda vivo, era a hora do golpe de misericórdia.
Normalmente, um projétil de .45 é suficiente para esmagar um crânio. De acordo com testemunhas, três foram despejadas no crânio de Tony. Parece que a mão do carrasco estava tremendo muito. Mas finalmente conseguiram matá-lo. O homem que a revista Time aclama como sendo um dos “heróis e ícones do século” adicionava mais uma vítima à sua coleção. Mais um inimigo despachado — amarrado e amordaçado, como de costume.
Fidel e Che tinham por volta de 35 anos quando mataram Tony. De acordo com o Livro Negro do Comunismo, o seu pelotão de fuzilamento matou outros 14.000 guerreiros da liberdade (durante a década de 1960), todos devidamente amarrados e amordaçados. Muitas — talvez a maioria — das suas vítimas eram jovens por volta de 20 anos. Alguns eram ainda mais novos.





Em julho de 1979, Luiz Inácio Lula da Silva, o chefe supremo do PT, concedeu uma entrevista à revista Playboy. Nessa entrevista, ele simplesmente escancara a sua simpatia por ícones do autoritarismo:

(...)
Playboy — Há alguma figura de renome que tenha inspirado você? Alguém de agora ou do passado?
Lula [pensa um pouco] Há algumas figuras que eu admiro muito, sem contar o nosso Tiradentes e outros que fizeram muito pela independência do Brasil. (...) Um cara que me emociona muito é o Gandhi. (...) Outro que eu admiro muito é o Che Guevara, que se dedicou inteiramente à sua causa. Essa dedicação é que me faz admirar um homem.
Playboy A ação e a ideologia?
Lula Não está em jogo a ideologia, o que ele pensava, mas a atitude, a dedicação. Se todo mundo desse um pouco de si como eles, as coisas não andariam como andam no mundo. (...)
Playboy — Alguém mais que você admira?
Lula [faz uma pausa, olhando as paredes] O Mao Tsé-Tung também lutou por aquilo que achava certo, lutou para transformar alguma coisa.
Playboy Diga mais...
Lula Por exemplo... O Hitler, mesmo errado, tinha aquilo que eu admiro num homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer.
Playboy Quer dizer que você admira o Adolf?
Lula [enfático] Não, não. O que eu admiro é a disposição, a força, a dedicação. É diferente de admirar as idéias dele, a ideologia dele.
Playboy E entre os vivos?
Lula [pensando] O Fidel Castro, que também se dedicou a uma causa e lutou contra tudo.
Playboy Mais...
Lula Khomeini. Eu não conheço muita coisa sobre o Irã, mas a força que o Khomeini mostrou, a determinação de acabar com aquele regime do Xá foi um negócio sério.
Playboy — As pessoas que você disse que admira derrubaram ou ajudaram a derrubar governos. Mera coincidência?
Lula [rápido] Não, não é mera coincidência, não. É que todos eles estavam ao lado dos menos favorecidos.
(...)
Playboy No novo Irã, já foram mortas centenas de pessoas. Isso não abala a sua admiração pelo Khomeini?
Lula É um grande erro... (...) Ninguém pode ter a pretensão de governar sem oposição. E ninguém tem o direito de matar ninguém. Nós precisamos aprender a conviver com quem é contra a gente, com quem quer derrubar a gente. (...) É preciso fazer alguma coisa para ganhar mais adeptos, não se preocupar com a minoria descontente, mas se importar com a maioria dos contentes.

No seu artigo Os Filhos do Brasil, publicado no jornal Folha de S. Paulo, Cesar Benjamin, um dos fundadores do PT, cujo apelido é “Cesinha”, escreveu sobre um diálogo seu com Lula, no qual este confessa àquele ter perpetrado tentativas de abuso sexual contra um rapaz em 1980, quando esteve preso, por trinta e um dias, nas instalações do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) em São Paulo:

Lá pelas tantas, recebi um presente de grego: um grupo de apoiadores trouxe dos Estados Unidos um renomado marqueteiro, cujo nome esqueci. Lula gravava os programas, mais ou menos, duas vezes por semana, de modo que convivi com o americano durante alguns dias sem que ele houvesse ainda visto o candidato.
Dizia-me da importância do primeiro encontro, em que tentaria formatar a psicologia de Lula, saber o que lhe passava na alma, quem era ele, conhecer suas opiniões sobre o Brasil e o momento da campanha, para então propor uma estratégia. Para mim, nada disso fazia sentido, mas eu não queria tratá-lo mal. O primeiro encontro foi no refeitório, durante um almoço.
Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci. Lula puxou conversa: “Você esteve preso, não é, Cesinha?” “Estive.” “Quanto tempo?” “Alguns anos...”, desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: “Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta.”
Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de “menino do MEP”, em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do “menino”, que frustrara a investida com cotoveladas e socos.
Foi um dos momentos mais kafkianos que vivi. Enquanto ouvia a narrativa do nosso candidato, eu relembrava as vezes em que poderia ter sido, digamos assim, o “menino do MEP” nas mãos de criminosos comuns considerados perigosos, condenados a penas longas, que, não obstante essas condições, sempre me respeitaram.
O marqueteiro americano me cutucava, impaciente, para que eu traduzisse o que Lula falava, dada a importância do primeiro encontro. Eu não sabia o que fazer. Não podia lhe dizer o que estava ouvindo. Depois do almoço, desconversei: Lula só havia dito generalidades sem importância. O americano achou que eu estava boicotando o seu trabalho. Ficou bravo e, felizmente, desapareceu.


A seguir, uma citação que mostra uma parte do programa do PSB (Partido Socialista Brasileiro) — cujo slogan é, paradoxalmente, “Socialismo e Liberdade”.

“O objetivo do Partido no terreno econômico é a transformação da estrutura da sociedade, incluída a gradual e progressiva socialização dos meios de produção, que procurará realizar na medida em que as condições do país a exigirem. (...) A socialização realizar-se-á gradativamente, até a transferência, ao domínio social, de todos os bens passíveis de criar riquezas, mantida a propriedade privada nos limites da possibilidade de sua utilização pessoal, sem prejuízo do interesse coletivo.”
— Programa do Partido Socialista Brasileiro (PSB)


Para finalizar:




“O estado é, por definição, violência institucionalizada.

Marx, na prática, não defendia a abolição do estado. A teoria defendida por Marx era sem pé nem cabeça. Ele dizia que, para abolir o estado, era necessário antes maximizá-lo. A ideia era que, quando tudo fosse do estado, não haveria mais um estado como entidade distinta da sociedade; se tudo se tornasse propriedade do estado, então não haveria mais um estado propriamente dito, pois sociedade e estado teriam virado a mesma coisa, uma só entidade — e, assim, todos estariam livres do estado.
Um raciocínio maravilhoso. E você aparentemente acreditou ser possível isso. Ou seja: se algum indivíduo dominar completamente tudo o que pertence a você, dominando inclusive o seu corpo e os seus pensamentos, então você estará completamente livre, pois não mais terá qualquer noção de liberdade — afinal, é exatamente a ausência de qualquer noção de liberdade que o fará se sentir livre. Sensacional.”
— Leandro Augusto Gomes Roque











2 comentários:

  1. Mas há de convir que não houve de nenhuma forma o socialismo em nenhuma nação que se dizia socialista!

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    1. É claro, Richard! Dizem os socialistas: O socialismo verdadeiro ainda não foi implantado; todas as tentativas de implementação traíram os benévolos ideais da causa!

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